Aborto: Somos contra. Também somos contra condenar de modo religioso quem cometeu. O budismo prega à consciência. Devemos rezar para que as pessoas tenham consciência da importância da vida e que sejam responsáveis pelos seus atos. Oramos por todos falecidos abortados e suas respectivas mães, que não encontram orientação adequada para superarem a dificuldade de conviver com este peso.
Perdão: Cada um deve fazer por merecer. Eliminar o carma negativo corresponderá ao perdão que concederá a si mesmo. Podemos até perdoar, mas isso não eliminaria a causa negativa que foi gerada. Assim, como foi gerada, também pode e deve ser eliminada.
Casamento: Importante para se fortalecer pelos laços familiares. Ao ser humano é impossível viver de modo isolado.
Doença: Conseqüência de disfunção física que naturalmente ocorre quando vivemos fisicamente. Um dos quatro inevitáveis sofrimentos da vida. Porém, com muitos cuidados e força de fé, podemos superá-la e até mesmo aprender com ela.
Jesus Cristo: Após receber a mensagem divina no momento do batismo e ter assumido o compromisso de expansão, tornou-se no precursor do cristianismo. Já no segundo ano de peregrinação foi crucificado por Judeus, politicamente fortes que eram contra as suas pregações. Por ter pregado o bem num período que ainda fazia parte dos primeiros mil anos após o regresso de Buda ao Estado Primordial, podemos considerá-lo como um Bossatsu Transitório, ou seja, a quem ainda não cabia missão de difundir o Sutra Primordial, apenas concedido ao Bossatsu Primordial Jyougyou.
A afirmação que fez sobre a sua morte ter eliminado os pecados de todos dos seres é contraditória a doutrina budista primordial que prega a extinção do carma negativo por parte da ação de fé de cada um. E também contraditória a realidade que vemos.Ou seja, a partir da Lei da causa e do efeito, ninguém pode pagar pelo mal que outrem cometeu, ou receber pelo bem que outrem realizou. Cada um deve desenvolver em si e em outrem a consciência do esforço incondicional em praticar o bem e eliminar o mal. Nos capacitamos disso a partir da prática da fé do Namumyouhourenguekyou.
Há pessoas que perguntam se refutamos mestres e líderes religiosos de outras facções. A orientação muitas vezes, aparentemente critica, se fundamenta no princípio da responsabilidade da compaixão e necessidade de visualizarmos todos os seres a partir da unicidade que o Gohonzon representa, e que nos faz orar por todos os seres de forma indiscriminada.
Fonte: Revista Lótus n°33 Pg 16
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