Falamos muito a respeito do Sutra Lótus, como deve ter percebido. O fato é que ainda não o temos em português. Os Sutras, originariamente escritos em sânscrito,simplesmente para serem compilados demorou quase cinco séculos.Após isso, na China, durante séculos foram traduzidos para o Chinês. Muitos também já foram interpretados em japonês. Porém, é nesta situação que se encontram os trabalhos de traduções, considerados de extrema dificuldade.
Quanto ao Sutra Lótus existem alguns tipos de traduções em inglês e uma em espanhol, sobre as quais pouco se conhece ou é divulgada em função da precariedade literária. Por isso nem incentivamos a leitura destes materiais.
Outro detalhe importante é que, para se traduzir o Sutra Lótus é obrigatório ter consciência, no mínimo, da ótica de Nitiren Daibossatsu, o maior devoto do Sutra Lótus e, quem mais entende do assunto. Querer realizar este trabalho sem antes preencher estes requisitos, acarretará o risco de deturpar os ensinamentos até hoje, arduamente mantidos e preservados por seguidas gerações há mais de 750 anos.
Aos poucos estamos realizando este trabalho tão sonhado. Possivelmente nos próximos anos poderemos oferecer ao menos um resumo das principais passagens do Sutra Lótus.
O budismo chegou ao Brasil em 1908, com Mestre Ibaragui Nissui Shounin. Nossa preocupação maior é não deixar descarrilar os ensinamentos até hoje transmitidos. Errar é um instante. Para corrigir, muitas vezes levam-se anos e mais anos. Algumas facções que cometeram gafes desta natureza, até hoje não conseguem se reestruturar, pois teriam que admitir o erro cometido no passado e dessa forma, assumir que “Estávamos adotando uma doutrina equivocada”, religiosamente este tipo de erro não pode acontecer.
Todavia, em japonês temos incontáveis publicações e em português, no momento temos a Revista Lótus que, mensalmente representa uma fonte suficiente de informações para serem colocadas em prática. Temos nosso site na internet www.budismo.com.br que resume bem os conceitos budistas e da HBS, também através dos e-mail permite nos tirar todas as nossas dúvidas. Contudo, a principal e mais tradicional fonte de doutrinação que temos são os discursos religiosos dos sacerdotes, chamados de “Gohoumon” (Portal do Darma). Esta é a forma milenar de transmissão dos ensinamentos. Todos são adquiridos um a um, a partir de um mestre, que por sua vez tem um mestre, que por sua também teve seu mestre e assim sucessivamente. Tudo isso para não corrermos o risco de interpretar equivocadamente ou de praticar de modo incoerente aos ensinamentos.
Também, o fato de se considerar a reencarnação do “Buda” é a maior banalidade sugerida a seu respeito. Pode ser que não admita uma divindade superiora por estar sendo empurrado ao posto dessa. Existe toda uma história organizacional por detrás dessa conduta do budismo tibetano que ao longo do tempo tem alterado sua forma de pregação e conduta religiosa de acordo com a política do momento. Os Dalais-Lamas iniciais não eram considerados reencarnações do Buda e também, pela disputa de poder ocorreu até assassinato de gerações anteriores de Dalai-Lama.
Buda pregou que não mais nasceria fisicamente e que outros Budas também não nasceriam em nossa era. Revelou apenas que viveria entre nós em sua forma dármica, não física.
Como é a forma de divulgação da HBS?', 'Boca a boca, casa a casa, por meio de discursos religiosos realizados nos templos, nas casas e principalmente por meio da Bênção proporcionada pela prática . Em casos de realização de grandes atividades, convidamos jornais , televisão e rádio.Mas ainda não estamos nos divulgando muito bem. Estamos começando a transparecer melhor só agora depois de estarmos há quase 100 anos no Brasil.
Fonte: Revista Lótus n°33 Pg 28
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