O Buda Primordial (Kuon no Honbutsu) como o próprio nome diz é "Primordial" é "Original". Não tem começo nem fim. É a divindade única que rege o cosmos e que na história da humanidade, no momento da pregação dos Oito Primeiros Capítulos do Caminho Primordial do Sutra Lótus (Honmon Happon e somente durante este trecho) através do corpo físico do Buda Histórico revelou sua existência, identidade e acima de tudo, pessoalmente nos transmitiu os ensinamentos.
Portanto, podemos dizer que vimos pessoalmente a divindade e que, pela soberba compaixão e presença, fez da Terra a Terra Pura ao nos pregar os ensinamentos (o Namumyouhourenguekyou), também fazendo de nós os seres mais privilegiados dentre os seres.
Já o Buda Histórico, dentre incontáveis mundos do universo, é o Buda encarregado (pelo Buda Primordial) aqui da terra. É claro que é uma emancipação do Buda Primordial, ou seja, uma manifestação física e transitória que nasceu com a missão de nos ensinar sob a mesma forma "humana" e passando pelos mesmos obstáculos mundanos, conseguiu atingir a iluminação e principalmente expandi-la.
Justamente por ser transitório não é correto tê-lo como alvo de veneração. Justamente por isso que nos templos da Butsuryu-Shu não existem estátuas de Buda, ao contrário de tantos outros templos budistas. Não podemos venerar algo temporário, sujeito a mutabilidade e, por mais iluminado que seja, essa iluminação não pode ter acontecido agora pela primeira vez.
A forma de venerarmos o Buda Primordial é venerando-o na sua forma espiritual, a do Gohonzon (Imagem Sagrada). Não na estátua de Buda, pois o próprio Buda baniu tal forma de devoção. Toda vez que oramos o Odaimoku (Namumyouhourenguekyou) incorporamos o Buda Primordial e recebemos a virtude da sua iluminação.
"Iluminação imediata (Sokushin Dyoubutsu), é a que ocorre a partir da sua entrega total ao Buda Primordial através da oração do Sagrado Namumyouhourenguekyou".
(Col.Nissen Vol. 11 p. 105)
Fonte: Revista Lótus nº 81 Pg 02
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