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Zen: Século VI. Seu fundador foi o famoso Daruma ou Engaku Daishi como também é chamado. Da Índia emigrou à China e tomou-se o fundador do Zen budismo chinês, modelo conhecido no mundo da atualidade. Estabeleceu-se no monte Suuzan, voltado para uma parede de pedra, durante 9 anos, meditou em total silêncio. Seu sexto sucessor Enou e Shinshuu estabeleceram duas Grandes linhas Zen. A Zen do Norte e Zen do Sul (Nortista e Sulista), a partir disso o Zen ainda sofreu outras ramificações como as três mais tradicionais linhas: Rinzai, Soutou e Oubaku. O Zen, por si só, não simboliza nenhuma religião em específico.
Há de se perguntar: "Zen? Mas de qual linhagem?" Caso contrário não se saberá o quê e como fazer, nem como fundamentar. O estilo introspectivo, tranqüilo e calmo, que o faz buscar forças nas profundezas do interior de sua própria mente, fez os ocidentais, sedentos por algo deste tipo, adotarem e hoje fazer da meditação uma prática conhecida mundialmente.
Doutrina: Abomina todo o tipo de Sutra e escritura religiosa dizendo que o próprio Buda não se encontra nas letras escritas, mas sim no seu espírito e mente "(ao dizerem isso, estão se colocando acima até mesmo das próprias Palavras Douradas de Buda) Furyuu Mondi, Kyougue betsuden". Entretanto, contraditoriamente, é uma das facções em que mais se lê e estuda a respeito das literaturas budistas. O Objetivo principal de qualquer tipo de meditação Zen é buscar, dentro de si, a sua natureza búdica. (Kenshou Dyoubutsu). Ao encontrá-la, exatamente ela será a sua própria iluminação.
Objeto de Veneração: Não tem. Busca venerar seu Buda interior. Mas, não sendo um objeto (ponto externo de referência) não pode se considerar como "Objeto de adoração ou veneração". Não havendo ponto de referência dificulta a prática. Se a própria mente, sozinha, fosse capaz de nos conduzir ao caminho supremo, não haveria o porquê da religião. Ao mesmo tempo em que ela se fundamenta, também se desfundamenta. Religião considerada pelo Buda como ideal, a ser praticada até a chegada da era mappou e adequada a seres altamente intelectualizados (o que não nos diz respeito).
Soutou-Shu e Rinzai-Shu: Seguem os mesmos princípios do Zen com pequenas diferenças, doutrinárias e práticas, que as distinguem.
Fonte: Revista Budista Lótus. n.22 pág.13 e Guendau Shukyou Hayawakami, HBS.
Explicação:
Primeiramente precisaríamos compreender o que é religião, depois, religião convencional, para só depois argumentar sobre o que seria uma religião não convencional e depois disso ainda argumentar sobre o Zen-budismo. Ufa! Na verdade seria assim, para não sermos levianos ou precipitados em nossas abordagens.
É claro que pode se entender o objetivo da pergunta. Porém, compreender bem cada parte da pergunta ajuda a respondê-la de maneira mais correta.
Outro detalhe, o inusitado, para o ocidental pode parecer estranho ou incomum, porém, para o oriental budista, a busca de Deus (conforme as Religiões convencionais) também pode parecer demasiadamente superficial.
Na visão oriental, sem dúvida, a busca através do inusitado, representa uma metodologia de busca divina diferenciada dos modos convencionais. Os quais da maneira como são aplicados, seriam insuficientes para concretizar esse encontro do divino com o profano, ou até mesmo a proporcionar a mínima compreensão. Ou seja, da mesma maneira que não posso medir a pressão atmosférica com metro, não posso com o barômetro medir distância .
O Zen em primeira estância se auto-denomina como "não religião". E, se não é uma religião, então, não importa se a prática é ou não inusitada, é simplesmente uma prática. Se, sentar, refletir e tomar decisões fossem práticas inusitadas, então todos seríamos (ou pelo menos deveríamos ser) seres inusitados. Zen, significa 'Serenidade'. A meditação transcendental (apenas com a mente) realizada é o método de buscar essa serenidade segundo a prática zen budista. Simplesmente isso.
O budismo não se fundamenta no Zen, mas sim, o Zen no budismo, e o budismo, muito mais do que o Zen, que representa apenas uma parte simplória da prática, se aprofundou no Sutra Lótus revelando a sua identidade "Religião" (não inusitada como a pergunta diria) através da busca da iluminação pela da prática da fé e compaixão.
Contudo, o "não inusitado" aqui, representa algo muito além e aprofundado do que qualquer coisa inusitada e introspectiva. É o simples e essencial que restou após todos os chamados inusitados e convencionais terem sido descartados. É o que chamamos de "Primordial", ou seja, que só pode ser de um jeito e esse jeito não é criado por nós, nem por "Deus", simplesmente "é"! Daruma Daishi é o fundador do budismo Zen. Nasceu ao sul da Índia como terceiro príncipe do reino Koushikoku. Também é chamado de Engaku Daishi. Viveu por volta do ano 530 e difundiu a doutrina zen Shoubougenzou (Escritura da visualização Correta do Darma) sobre a iluminação. Algumas de suas passagens famosas são: a máxima de "Caia sete vezes e levante oito" e o feito de, no monte Suuzan, Templo Shaolin, sozinho, ter meditado por nove anos voltado para uma parede e sentado. Segundo a crença popular, este fato lhe custou a perda da visão e das pernas que por falta de uso tornaram-se inutilizáveis.
Fonte: Revista Lótus nº 85 Pg 26
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