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Qualquer tipo de prática pressupõe certas regras, métodos e disciplinas. Sem elas, qualquer objetivo que tentemos alcançar, será impossível. Na nossa religião o Kushou não é diferente das demais práticas. Para conseguirmos receber o Goriyaku, não devemos pronunciar o Namumyouhourenguekyou de qualquer modo.
Vejamos abaixo as regras principais para a oração (meditação) correta. Citamos como forma de meditação porque Zen é o processo de serenização pela meditação pregado no budismo de modo geral. E aprendemos que a prática da oração do Odaimoku é chamada de "KushouZen". Portanto, o método Zen mais adequado às nossas capacidades e circunstâncias é o que tem a oração, a Verbalização focalizada como prática principal e não a meditação transcendental (mental) como muitos pensam. Outro detalhe importante é que todo tipo de meditação, para que seja eficaz, deve passar pelas Três vias geradoras de carma (Sangou): Verbal, Física e Mental.
Três regras para se orar corretamente (Meditação Correta):
1ª. Orar em voz alta Via verbal, Kuti (boca);
2ª. Postura Correta Via física, Karada (corpo);
3ª. Compenetradamente Via mental, Kokoro (coração);
Devemos nos concentrar o máximo possível durante a oração. Essa concentração consiste em fixar o olhar no quadro onde está inscrito o Namumyouhourenguekyou sem desviar a atenção, e pronunciar a palavra com voz alta e nítida para que outras pessoas possam ouvi-la. Posicionar-se corretamente, acompanhar batendo as mãos nas pernas, bater as clavas e até mesmo a sua locomoção até o local da oração, faz parte da postura correta, pois, implica, toda ela, na parte física que predispõem à oração.
O fato do Orar em voz alta estar em primeiro lugar significa sua superioridade diante das demais regras, pois, é a única capaz de ser colocada em prática por qualquer pessoa, independente da capacidade física ou mental, e, por si só, incorpora todas as demais regras.
No momento em que oramos, num só instante estamos gerando a virtude mais sagrada, do mais sagrado Sutra, para incorporarmos ao nosso Carma a essência do mais sagrado estado búdico que existe independente das nossas limitações tanto físicas como mentais.
Fonte: Revista Lótus nº 31 Pg 08
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