Em se tratando de Gohonzon, precisamos nos certificar sobre a sua procedência. Somente um Gohonzon transmitido pelo Jyougyou Bossatsu (que renasceu em nossa era na pessoa de Nitiren) pode ser considerado um Gohonzon do Buda Primordial. Pois, foi somente ao Jyougyou Bossatsu que o Buda Primordial conferiu os poderes para liderar a expansão deste darma sagrado. E isso é o que difere fundamentalmente o Gohonzon da HBS em relação aos demais, mesmo sendo da linhagem de Nitiren. Essa diferença não é apenas visual, questão de procedência ou de linhagem, altera o resultado da prática. Portanto, se almejamos a iluminação, seguimos o Gohonzon nos direcionado pelo Buda Primordial através do Jyougyou Bosssatsu. Se não, o resultado poderá ser qualquer coisa, menos a iluminação.
Ninguém confecciona um Gohonzon. Recebe-o no momento da conversão, em cerimônia especial, no templo ou através de um sacerdote que lhe transmite na ocasião de um culto. O budismo HBS pode ser praticado em qualquer lugar, mesmo que não haja templo no local. Sempre haverá um modo de oferecer a sua conversão, receber seu Gohonzon e criar seu oratório residencial para se dedicar à prática no cotidiano. Um templo deve existir para lhe possibilitar isso. E nós nos esforçarmos para buscar isso.
Fonte: Revista Lótus nº 67 Pg 28