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O que vem a ser o Gohonzon "Imagem Sagrada"

   

      O que vem a ser o Gohonzon "Imagem Sagrada"?




   
   
     


Objeto de Adoração Universal

Há gente que para ser religiosa adora qualquer coisa. Existem diversas explicações para o Gohonzon, mas o sentido de adoração é, numa só palavra, a vontade de se elevar até as alturas onde se encontra a iluminação, de construir um lar ou uma sociedade onde se juntam pessoas de boa vontade como o próprio Buda.

Portanto, se o objeto dessa adoração, ou seja, do fervor religioso for um animal ou um bicho, significa que essa pessoa deseja se igualar a um animal. Devotar algo significa querer se tornar naquilo. Justamente por isso que o alvo de adoração deve ser algo exatamente perfeito, para não adorarmos uma imperfeição.

A doutrina do Budismo Primordial tem como objetivo trazer a iluminação à vida cotidiana da nossa sociedade, através da prática da fé, compreensão e devoção à Imagem Sagrada.

Há ainda quem diga que não existe diferença entre uma seita ou outra, mesmo dentro do budismo, e que todas são iguais. Mas nem todas as coisas são iguais neste mundo.

Por exemplo, um homem quem gosta de beber, escolhe a bebida de melhor marca e a mais gostosa, ele não acha que toda a bebida é igual. Da mesma forma, todos sejam budistas, existe o Budismo Primordial com ensinamentos mais elevados e ao mesmo tempo adequados às nossas necessidades, outros mais básicos e assim por diante.

Concluindo, o Grande Mestre Nitiren Daibossatsu prega que o Gohonzon do Namumyouhourenguekyou é o mais sublime, completo e perfeito alvo de adoração, pois representa o próprio Buda Primordial e sua iluminação plena, à disposição para todos receberem pelo modo da fé em seus corações.

A Imagem Sagrada do Namumyouhourenguekyou também é chamada de "Mandala de todos os Darmas" ou seja, que por assim ser, incorpora tudo que é sagrado e toda a existência do universo. Em outras palavras isto significa que quando estamos orando o Mantra Sagrado Namumyouhourenguekyou, que não estamos dando preferência (manipulando) e nem mesmo esquecendo (desmerecendo) de nenhum santo ou divindade, pois todos estão presentes no Darma Sagrado no momento que o entoamos.

Na concepção Primordial se dedicar à outras orações caracteriza uma prática incompleta e parcial, pois, mais representam nossas preferências, modismos e circunstâncias do que a nossa adoração e necessidade propriamente dita.

Por exemplo, invocar nomes de Budas como NamuAmidabutsu, nomes de Santos etc, pode até ser uma prática muito vista, porém, a pergunta que fica é a seguinte: Será que estes santos e Budas tornaram-se Santos ou Budas invocando o próprio nome? Invocando a eles mesmos? É claro que não.

Fonte: Revista Lótus nº 72 Pg 09




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